Hacking STEM – Hackeando ciências

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Na última Bett Educar, evento de educação que acontece em São Paulo (SP), a Microsoft apresentou um novo projeto chamado Hacking STEM (”hackeando ciências – em tradução livre), que leva o contexto às explicações teóricas das aulas de ciências e matemática. Para isso, o projeto usa o Excel, programa muitas vezes visto como um programa que apesar de acertar contas e fazer gráficos, exige muito conhecimento para lidar com as planilhas.

Os experimentos

No Hacking STEM, o computador rodando o editor de planilhas é conectado a uma plaquinha Arduino (que permite recursos robóticos) e o aluno, com a ajuda do professor, consegue montar projetos como por exempo o que estuda o impacto da ação humana na qualidade da água. Nesse experimento, primeiro é preciso um esforço para programar e calibrar os sensores ligados ao Arduíno e ter resultados persistentes, o que é importante para qualquer trabalho científico.

Com isso, crianças aprendem a fazer previsões baseando-se em dados. Olhando os resultados obtidos, elas podem comparar suas próprias medições, com planilhas reais de 2 mil pontos nos Estados Unidos (educadores brasileiros podem conseguir junto à órgãos ambientais por conta própria).

Aprender na prática!

Isso tudo é parte de uma jornada de descobertas que usa o Excel como forma de transmitir dados em tempo real e visualizações que permitem aos estudantes ter acesso a uma aprendizagem colaborativa. Dessa forma, eles conseguem aprender na prática como funcionam as ferramentas e sensores.

As opções de projetos presentes na Biblioteca do Hacking STEM incluem ainda uma atividade que aplica o famoso teorema de Pitágoras para estudar o relevo, outra que possibilita a construção de uma mão robótica ou pista de carrinhos cheia de sensores para medir a velocidade. Porém para utilizar essa tecnologia é preciso um investimento. O preço dos materiais básicos normalmente fica entre $5 à $15 por aluno.

A escolha brasileira

Segundo Microsoft, o Brasil é o terceiro país a receber o projeto Hacking STEM, depois dos EUA e do México. Mesmo para os americanos, pode-se dizer que a iniciativa está nos primeiros passos, com apenas dois ou três distritos escolares fazendo pilotos.

No México, a empresa firmou uma parceria com o Ministério da Educação e logo percebeu que precisaria rever os esforços para chamar a atenção da comunidade dos educadores. Por lá, foram formados 120 professores de escolas públicas para atuarem como multiplicadores por dois dias na Cidade do México, cada um deles podendo capacitar outros 25.

No Brasil, a Microsoft pretende repetir a estratégia usada no México, firmando uma parceria com o governo federal, estados e municípios para formar professores e potencializar o projeto. O Hacking Stem foi traduzido para o português e logo terá links de varejistas locais (nos EUA, a planilha de itens direciona para o Amazon).

 Imagine o impacto de uma iniciativa com esse potencial de educação! 

Com isso, podemos ver que o Excel possui um potencial ainda maior do que imaginávamos, inclusive trazendo benefícios para a educação, ciências, matemática, até para apoiar a sustentabilidade.

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